aventurei-me a navegar
p'lo mais precioso Mar
que jamais pude encontrar.
Mas o Mar não me amou...
fez surgir tempestade
e a minha embarcação virou.
Nadei sem parar,
sem rumo sem norte
e na praia fui acordar...
Numa ilha deserta
que fica em parte incerta
um náufrago estava a chorar.
Pus-me de pé com todas as forças
segui hesitante no meio das rochas
e naveguei de novo p'ra outro Mar.
Ondas e Tempestades
tantas dores e crueldades
que me deixam a gritar.
Percebi no fim de tudo
que só naquele único Mar
conseguia Amar e Acreditar.
Tentei navegar e partir p'ra não ficar
mas por a Terra ser esfera redonda
vim parar ao mesmo lugar.
Peço-te
não causes tempestades
usa as ondas como braços
e abraça-me para sempre.
M a r . . .
Fernando Ramos
04-III-2008
3 comentários:
mar ...
adorei o poema realmente muito bonito.
Continuas a escrever muito bem e a utilizar muito a personificação lol
um bj mt mt grade da tua amiga Marisa
regra número 3, não gostar demasiado das obras do inimigo. e nesta, eu já estou a errar... mas eu resolvo, aposto que o próximo post, eu já vou odiar.
beijo de judas!
Que o mar te abraçe
E as suas ondas te aconcheguem.
...
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