Nos beijos humedecidos
Que dizem que te amam
E que depois são esquecidos
Quantas vozes te disseram
Murmurando baixo ao ouvido
Palavras de amor eterno
Que nunca foi correspondido
Tantos olhares se cruzaram
Nos teus olhos ternos e meigos
Quantos punhais já cegaram
A visão de aventureiros
Tantas foram as promessas
E mentiras e incertezas
E a tua voz sempre doce
De deusa adormecendo
Labios finos e doces
Cheios de veneno de amor
Mordes o coração dos homens
E foges para saboreares a dor
F.R. 2008