segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Saudade

Ergueste-te junto ao mar
Num pequeno lugar do Ocidente
Como quem fica no extremo
De um precipício a brincar

Nasceste de sangue sagrado
Cresceste de espada marcada

Sonharam...

Realizaste!

Foste corajem sabias?
Mergulhaste no grande Mar...

Orgulhaste-me.

Cantas-te uma balada que me fez chorar
Ensinaste-me que a distância é difícil de suportar

Saudade... palavra que aprendi porque te conheci.

Esqueceste-te de quem és... o que tens?
Acorda! Fala comigo! Fala comigo... comigo...
Quem és tu agora? Onde está a vida que tinhas?

Adoeceste?... Adormeceste?...

Fita de novo o Mar, lembra-te de quem foste,
Porque poderás ser muito!

Basta querer!

Fernando Ramos

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

... ... ... ... ... ... ... ... ...

Por vezes, parece que até o próprio Tempo se esquece de nós...

F.R.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Espero que um dia te possa encontrar sozinha na praia...

Odeio-te! Odeio-te! Odeio-te!!! E Amo-te...
Naquele lugar, naquela praia... onde em tempos pude provar a doçura dos teus lábios, vi-te, com alguém que provava os teus labios e que não era eu.
Sorrias, como quando sorrias para mim, tocavas, como quando tocavas em mim, mas olhavas de maneira diferente de como quando olhavas para mim...
Senti arrepios, senti nojo... estaria a dormir e a ter um pesadelo? Não, não era um sonho mau, era a verdade, a realidade, ali, mesmo à minha frente e eu não podia fazer nada.
Dizias-me que "ele" por mais que quizesse nunca te teria,
agora,
Dizes que não me queres e é "ele" quem te tem.
É tudo tão estranho... num dia pensas de uma maneira, noutro dia pensas noutra, num dia gostas, no outro já não, num dia dizes que me amas, no outro que me deixas, num dia dizes que queres a solidão, no outro estás com alguém... não percebo... tento compreender e não consigo, talvez da mesma maneira que tu não me entendas. Talvez por isso quizesses acabar tudo, talvez por eu querer estar proximo de ti por algum tempo e tu quereres o oposto; sim... o oposto... creio que somos o oposto... no entando sei que não te sou indiferente e tu sabes bem que também não me és indiferente.
Não espero nada de ti, que posso eu esperar de alguém que esteve ausente quando mais precisei? Não queria nada de mais, apenas um olhar teu e um beijo, era o suficiente para ter forças para conseguir ultrapassar qualquer obstáculo que se atravessasse no meu caminho.
Não me deste, não te pedi.
Poderei não falar contigo, estar magoado e sentir-me humilhado, rejeitado e trocado, mas felizmente e infelizmente não te irei esquecer. Não se esquece... poderá ficar adormecido, mas nunca se esquece...

Espero que um dia te possa encontrar sozinha na praia...

Fernando Ramos