Mar...
És um ser vivo
que sem viver
me dá a vida.
És um monstro
quando te agitas incerto,
mas perfeito, quando
nas noites de luar
me fazes companhia.
Mar...
É em ti que me deito
em ti que toco e me deleito
p'ra esquecer a incerteza
da existência do meu pobre ser.
Estou em ti e sinto-te
mas não te consigo abraçar,
nem tocar, nem ver o que está
no fundo da vastidão
da tua transparência.
Mar...
Quem sou eu para saber
o que vai acontecer
quando te ouvir murmurar
palavras incompreensíveis?
Gostava de ser livre
como tu és... livre e gigante
e dono de ti próprio
e forte, e rebelde, e
sensível...
Sou um pobre homem
que, respeitando a tua liberdade
apenas quer ser feliz.
Mar...
Não causes mais tempestades...
lembra-te da tua beleza
quando, ao fim do dia
me ofereces o pôr-do-sol.
Fernando Ramos 31-III-2008
terça-feira, 1 de abril de 2008
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