sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Um frio Natal...

É Natal.
Mais uma vez, como acontece repetidamente todos os anos, celebra-se práticamente em todo o mundo este dia. (25 de Dezembro de 2007, ou 24 para alguns...).
Mas afinal, o que é que realmente se celébra neste dia? Na sua origem, o Natal celébra o nascimento/natalidade de Cristo, algo que se tem vindo a perder na opinião das pessoas.
Neste dia celébram-se muito mais coisas que nada têm a haver com o nascimento de Cristo.
Uns celébram o seu próprio dia de aniversário, as crianças (as poucas que ainda acreditam) na vinda do Pai Natal barrigudo e vestido de vermelho (vermelho da cor da Coca Cola e barrigudo por.. talvez beber coca cola classic a mais... o que daqui a algum tempo talvez mudará se o Pai Natal começar a beber Coca Cola Light ou Coca Cola Zero... ainda veremos um Pai Natal todo vestido de preto e magrinho a usar o mesmo perfume que o George Clooney, enfim...), outros o dia do Centro comercial e da emancipação do capitalismo, há quem celébre o dia do solestício de Inverno (Caso não saibam, por curiosidade, o dia 25 de Dezembro é efectivamente o dia do solestício de Inverno (UAU!), ou seja quando o planeta Terra se encontra na posição mais próxima do Sol e a noite é a mais longa de todo o ano) e uns aproveitam para ir beber uns copos a um bar ou outro que abra lá para a uma da manhã, e celébram assim o dia com a sua 'família'...
Há também quem celébre a data da hipocrisia, -Feliz Natal! Bom ano novo! - dizem milhões de pessoas umas às outras, só por dizer, ou para não parecer mal, ou simplesmente para mostrarem que se lembram... eu gosto que as pessoas se lembrem de mim durante todo o ano e não só apenas num único dia do ano.
Há de tudo e para todos,
compra e compra e volta a comprar,
quanto mais se compra mais se gasta
não havendo dinheiro para gastar.
Enfim... é este o Natal que temos... que apesar do aquecimento global e de eu me recordar que há uns anitos atráz, quase nem podia sair de casa e andava sempre "calaftado" de casacos por causa do frio e agora até ando eventualmente de T-Shirt e que as árvores da minha rua ainda conservam as folhas que nasceram na Primavera, o Natal está cada vez mais 'frio'...
Eu sinto isso, creio que todos nós sentimos essa frieza, que até torna esta data um pouco incomodativa, em que por vezes até nos confrontamos a nós próprios, pelo simples facto de não saber o que oferecer à pessoa X ou Y, por deixarmos que a vida e a rotina do trabalho nos consuma, e não "perdermos tempo" para conhecer um pouco melhor as pessoas que nos rodeiam.
Enfim...
Bom já estou cansado de escrever sobre o Natal, e de ler sobre o Natal( sim, mensagens e mais mensagens para o telemovel, para a caixa de e-mail curiosamente enviadas pelas pessoas que menos esperava que me dissessem alguma coisa que fosse) e de escrever a palavra celébra(...) com diferentes terminações, o que me faz parecer um papagaio que fala muito e acaba por não dizer nada que já não se soubesse... é como o natal, já toda a gente sabe como é e o que se faz, todos o critícam mas no fim, todos o celébram (lá está outra vez a dita palavra a me perseguir).

Bom, acho que é tudo, e como até sou um tipo simpático e que até por vezes se contradiz um pouco (hehehe) desejo a todos um Bom Natal e um Feliz 2008.

P.S.: Diz-se tanto mal desta data... os gastos no dinheiro para a compra das prendas, a família que suja a casa toda da avó e que no fim acabará por ser a pobre da senhora velhta por ter de limpar a casa toda, os que se queixam dos doces porque vão engordar mas também não deixam de os comer... mas no fim de tanto escárnio e mal dizer lá desejam nem que seja sem querer um Feliz Natal e um Bom ano Novo a quem quer que seja.
E é tudo.

F.R. 2007

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

O Livro da Serpente

Abri um livro sem jeito
Escrito a tinta transparente
Falava do amor perfeito
De quem amou uma Serpente

Amor envenenado que arde
E por arder é desejado
Aquece num momento presente
Tortura quando é desprezado

Queimei um livro diferente
Que falava de alguém magoado
Mordido por uma Serpente
Que morava mesmo ao seu lado

Escrevi uma história diferente
Para esquecer o meu passado
Mas quando cheguei ao final
Tinha um livro envenenado

O doce beijo da Serpente
É quente desejado e carnal
O amor que escreve é indiferente
Está envenenado, é mortal

Fecho um livro de magia
Recordo um amor desejado
Por uma Serpente marcado
Mordido no Jardim num belo dia...

Fernando Ramos 17-12-2007

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Vida

Canta um choro de poeta
Num sonho incerto mergulhado,
Vozes e sons chamando, desesperando
Ajuda, que vem de parte incerta.

Corta as veias ao mundo e desperta!
Cantam murmurios aflitos de afogado.
O negro das ruas e pessoas gritando
Letras, num papel de cor incerta

Esconde ideias do mundo que te chama,
Grita! Foge! Supera-te! Vence! Adormece...
Canta uma canção que entristece...

Acorda de subito saltando da cama,
Mergulha na multidão que te aquece...
Vive vivendo esperando. O futuro, Acontece.

Fernando Ramos 21-10-2007

terça-feira, 9 de outubro de 2007

...

Coitados daqueles que não sentem tristeza de vez em quando, pois nunca conseguirão dar valor à felicidade.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Saudade

Ergueste-te junto ao mar
Num pequeno lugar do Ocidente
Como quem fica no extremo
De um precipício a brincar

Nasceste de sangue sagrado
Cresceste de espada marcada

Sonharam...

Realizaste!

Foste corajem sabias?
Mergulhaste no grande Mar...

Orgulhaste-me.

Cantas-te uma balada que me fez chorar
Ensinaste-me que a distância é difícil de suportar

Saudade... palavra que aprendi porque te conheci.

Esqueceste-te de quem és... o que tens?
Acorda! Fala comigo! Fala comigo... comigo...
Quem és tu agora? Onde está a vida que tinhas?

Adoeceste?... Adormeceste?...

Fita de novo o Mar, lembra-te de quem foste,
Porque poderás ser muito!

Basta querer!

Fernando Ramos

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

... ... ... ... ... ... ... ... ...

Por vezes, parece que até o próprio Tempo se esquece de nós...

F.R.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Espero que um dia te possa encontrar sozinha na praia...

Odeio-te! Odeio-te! Odeio-te!!! E Amo-te...
Naquele lugar, naquela praia... onde em tempos pude provar a doçura dos teus lábios, vi-te, com alguém que provava os teus labios e que não era eu.
Sorrias, como quando sorrias para mim, tocavas, como quando tocavas em mim, mas olhavas de maneira diferente de como quando olhavas para mim...
Senti arrepios, senti nojo... estaria a dormir e a ter um pesadelo? Não, não era um sonho mau, era a verdade, a realidade, ali, mesmo à minha frente e eu não podia fazer nada.
Dizias-me que "ele" por mais que quizesse nunca te teria,
agora,
Dizes que não me queres e é "ele" quem te tem.
É tudo tão estranho... num dia pensas de uma maneira, noutro dia pensas noutra, num dia gostas, no outro já não, num dia dizes que me amas, no outro que me deixas, num dia dizes que queres a solidão, no outro estás com alguém... não percebo... tento compreender e não consigo, talvez da mesma maneira que tu não me entendas. Talvez por isso quizesses acabar tudo, talvez por eu querer estar proximo de ti por algum tempo e tu quereres o oposto; sim... o oposto... creio que somos o oposto... no entando sei que não te sou indiferente e tu sabes bem que também não me és indiferente.
Não espero nada de ti, que posso eu esperar de alguém que esteve ausente quando mais precisei? Não queria nada de mais, apenas um olhar teu e um beijo, era o suficiente para ter forças para conseguir ultrapassar qualquer obstáculo que se atravessasse no meu caminho.
Não me deste, não te pedi.
Poderei não falar contigo, estar magoado e sentir-me humilhado, rejeitado e trocado, mas felizmente e infelizmente não te irei esquecer. Não se esquece... poderá ficar adormecido, mas nunca se esquece...

Espero que um dia te possa encontrar sozinha na praia...

Fernando Ramos

terça-feira, 28 de agosto de 2007

A Mar ausente

Sento-me no muro junto ao mar e fico a pensar. Pensar e pensar e tento chegar a alguma conclusão, tento ver a minha realidade e o que está a acontecer, para que no meu peito o meu coração não fique a doer.
É como quando se trespassa o peito de alguém com uma faca ou uma espada, sabemos que doi, sabemos que provocamos dor na outra pessoa, e inexplicavemlente sentimo-nos bem a provocar essa dor nos outros.
Quando somos nós a sentir essa dor, não queremos acreditar no que está a acontecer, tentamos fugir, tentamos lutar, tentamos pensar que não está a acontecer nada, que não se passa nada, mas está a acontecer, e nada consegue aliviar essa dor.
É como quando choramos porque alguém nos deixou, ou dizemos o contrario daquilo que realmente queremos, mostramos sempre o contrário, eu digo que nunca mostro, ou tento nunca mostrar esses meus pontos fracos, não choro na frente de quem amo se estiver triste e angustiado, e digo para me largarem, para me deixarem quando quero que fiquem comigo, quando quero que mais fiquem comigo. Será isto um mero orgulho estupido?
E quando procuramos nos outros um amor que não existe? E nos enganamos uma e outra vez, e tudo é um eterno retorno... As pessoas conhecem-se, aproximam-se, amam-se e depois deixam-se e esquecem-se...
Será que isso é vida? Será que os relacionamentos são assim tão banais?
Conhecer, comer e deitar fora... e tudo se repete uma e outra vez até chegar o fim.
Alguns vêm o que acontece e seguem a corrente, outros isolam-se, outros tentam compreender o porquê de tudo sem nunca encontrar resposta para nada, outros como eu, deixam a vida correr, e têm noção de que tudo acontece e mesmo assim, quando menos esperam, ficam com os olhos cheios de areia e deixam o Mar destruir um lindo castelo que pensavam ser sólido, mas que não passa de areia que não tinha forma, e que voltará a não ter forma.
O castelo de areia? Ficará na memória até que ambos se esquecerem que ele existiu.

F.R.

terça-feira, 31 de julho de 2007

O principio do fim

Amanhã... é já amanhã... o princípio do que começou há três anos por brincadeira.
Amanhã... vamos pisar o chão sagrado de um templo dedicado à humanidade.
Amanhã... Amanhã vamos voar! sorrir! chorar! odiar! amar e sonhar!
Amanhã... todos nós vamos ver o mundo de maneira diferente...
Amanhã... vamos para uma cozinha de brincar que mete medo de tão real que é.
Amanhã... é a estreia... é o bater do coração... é o suster da respiração...
Amanhã... é já amanhã... que vamos Subir ao palco para representar no teatro!

Fernando Ramos

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Porque é que...

Porque é que será que quando precisamos mesmo de um amigo ele nunca lá está?
Porque é que quando esse amigo aparece nas horas difíceis não lhe damos o devido valor?

Porque é que quando amamos alguém, lutamos por essa pessoa?
Porque é que quando alguém nos ama, não queremos que lutem por nós?

Porque é que quando sentimos saudades de alguém, queremos essa pessoa perto de nós?
Porque é que quando alguem sente a nossa falta nós nos afastamos?

Porque é que quando eu penso tudo está certo?
Porque é que quando tu pensas as coisas não são tao certas?

Porque é que nos entregamos de corpo e alma quando amamos?
Porque é que queremos distância quando nos dizem que se entregam a nós de corpo e alma?

Porque é que choramos por alguem que amamos?
Porque é que sorrimos quando sabemos que alguem nos ama?

Porque é que não queres estar junta a mim quando sou terno e meigo?
Porque é que não quero que estejas junta a mim quando és terna e meiga?

Porque é que te amo e me desprezas?
Porque é que rejeito o teu amor e continuas a correr atraz de mim?

... ... ... ... ... ... ... ... ...

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Viagem.

Acordei numa manhã de nevoeiro à beira-mar
Sem perceber que as ondas s'tavam a beijar
O corpo perdido de um viajante esquecido
Que veio de um mundo nunca conhecido

Eu que viajava pelos sonhos da vida
Tentando descobrir a certeza das coisas
Acordei p'la primeira vez, e posso dizer,
Que a vida sem sonhos, é uma mentira de viver.

domingo, 8 de julho de 2007


Aqui vai uma brincadeira para quebrar o gelo hehehe



terça-feira, 3 de julho de 2007

Pensamento...

Olho as árvores da minha janela. Nos seus ramos, folhas verdes dançam ao sabor da aragem da tarde meio nublada neste dia de Verão.
Cheira bem, tenho a janela aberta. Parece que esteve a chover, cheira a terra e a calor, e a brisa do mar dá um toque suave neste cheiro tão característico, que se repete todos os Verões.
Está um dia quente e triste... porque é que hoje, logo hoje, as nuvens decidiram tapar o Sol? Precisava de ver cores vivas e alegres... mas não, está tudo coberto de cores pálidas e tristes, cores escuras e sem brilho até perder de vista...
Contigo, as cores ficariam mais alegres, mais brilhantes e luminosas. Mesmo esta tarde de Verão quente e nublada, poderia converter-se na tarde mais sublime da minha vida.
Em vez de sentir apenas a leve brisa a tocar na minha face, poderia sentir a brisa das tuas mãos a tocar na minha face, em vez de ver folhas tristes e pálidas, poderia ver os teus grandes e lindos olhos brilhantes que meteriam inveja ao diamante mais precioso, se ele estivesse a olhar-te olhos nos olhos como eu já te olhei.
Mas quem quereria encarar a pessoa que magoou o coração e o olhar de algém, que irradia um olhar tao brilhante?
Desculpas e perdões não resolvem soluções, não apagam marcas do passado, nem fazem o tempo voltar para trás.
Por isso, viverei, com o cheiro a terra molhada, e com a brisa que tem um toque de mar, esperando que um dia venhas ao meu encontro, e enchas de vida este meu mundo que quero que exista brilhante e cheio de cores.

F.R. 03-07-2007

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Lua Cheia à beira Mar...

Lua cheia...
Ilumina a noite escura e guia-me neste caminho atribulado à beira Mar
Brilha no firmamento, e faz brilhar os olhos do Mar que me olha...
Reflecte o teu brilho no Mar, quando eu estiver, na noite, a sonhar...
Irradia toda a luz que puderes no Mar e torna esta noite mágica.
Lua... protectora inconstante... acalma o Mar...
Deixa-me mergulhar no seio das ondas que rebentam com força; torna-as calmas...
Faz-me sonhar! Faz-me viver um sonho! Faz-me viver a tua magia! Faz-me amar, nesta noite...
À beira Mar...

F.R.2007

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Lois Lane

Não estava com paciência para escrever, então, desenhei.

Nesta imagem: Lois Lane

terça-feira, 19 de junho de 2007

O Colar de Conchas do Mar

O Colar de Conchas do Mar

O Colar de pequenas conchas do mar
Que me deste na praia ao fim da tarde
Guarda a saudade do vento a passar
E um cheiro doce que queima e que arde

Tem o som de um sorriso vibrante no ar
Que me recorda belos momentos de saudade
E as cores da areia e da espuma do mar
Perdem-se na cor das conchas de verdade

O tempo que passa sem nada mudar
E a distância que fica na mesma cidade
São um gosto amargo que falta provar
De um presente que guardo para a eternidade

O Colar de pequenas conchas do mar... É um tesouro precioso, que me deste a sonhar.

No princípio...

Quando uma pessoa se deita à noite e não consegue dormir, fica a olhar para o tecto, e pensa...
pensa na vida, pensa na sua vida e na vida dos outros. Quem sou eu? O que faço aqui? Para onde vou?
Tem a certeza que a unica coisa certa são os pensamentos que tem, e mesmo esses, podem mudar como o vento.
Por isso, guardo em poemas e pequenos textos, fotografias de pensamentos, de sentimentos, de convicções e de opiniões.
Guardo, para que um dia eles possam voar por ai, escritos em aviões de papel.