Um dia,
Não vou mais olhar para o céu
Para ver o brilho das estrelas
Nem esperar que a chuva cesse
Para contar as cores do arco-íris
Não irei mais sentar-me observando
O mar se despedaçando no areal
Nem ver a base do mundo
Do cimo da mais alta montanha
Mais perto de ti, verei tudo o que te disse,
Porque no teu olhar
Poderei ver espelhado
Os mais belo sonhar
Alguma vez sonhado.
Fernando Sarmento Ramos
14/12/2008
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Menina de Olhos Cor do Mar
A menina de olhos cor do mar
Com que eu um dia sonhei,
Apareceu, subitamente e sorridente,
Das profundezas da minha imaginação.
Falou-me e olhou-me e começou a cantar
E foi, nesse instante, que eu reparei
Que alguma coisa estava diferente.
Ganhou vida, e encheu-me o coração.
Ao som da sua voz numa noite de luar,
Olhei-a bem nos olhos, sorri e beijei.
Um silêncio pairou no ar certamente,
O mundo girou, o nosso amor não.
Tenho o meu Eu no azul celeste a flutuar
Procurarei para sempre quem não encontrei
O vazio, ermo sem fim, ponte distante.
"Menina de olhos azuis,
Azuis da cor do mar,
Um dia vou-te encontrar."
Dirá aquele rapaz, o tal,
O que sonha sem pensar
E que pensa sem sentido
Menina de olhos azuis,
Azuis da cor do mar,
Aparece mais uma vez
Aparece para te amar.
Fernando Sarmento Ramos
Com que eu um dia sonhei,
Apareceu, subitamente e sorridente,
Das profundezas da minha imaginação.
Falou-me e olhou-me e começou a cantar
E foi, nesse instante, que eu reparei
Que alguma coisa estava diferente.
Ganhou vida, e encheu-me o coração.
Ao som da sua voz numa noite de luar,
Olhei-a bem nos olhos, sorri e beijei.
Um silêncio pairou no ar certamente,
O mundo girou, o nosso amor não.
Tenho o meu Eu no azul celeste a flutuar
Procurarei para sempre quem não encontrei
O vazio, ermo sem fim, ponte distante.
"Menina de olhos azuis,
Azuis da cor do mar,
Um dia vou-te encontrar."
Dirá aquele rapaz, o tal,
O que sonha sem pensar
E que pensa sem sentido
Menina de olhos azuis,
Azuis da cor do mar,
Aparece mais uma vez
Aparece para te amar.
Fernando Sarmento Ramos
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Noite dos loucos
Naquela noite senti, pela primeira vez
O teu cheiro e o sabor da tua boca.
Doce sabor, doce olhar, uma noite.
Eram altas horas da madrugada
Quando do nada os lábios em fogo
De dois loucos se tocaram.
Beijos de maldade com ternura
E um silêncio de morte que pairava no ar,
Numa cama, num quarto tosco,
E a luz do luar que espreitava pela janela
Deixou-me com ciúmes por te dizer que és bela.
Só a Lua viu o que nem nós queríamos ver
Só ela sabe como ficamos a sofrer.
Amar por uma noite, sonho de uma vida.
Tanta gente que vive e que morre,
E que vive toda a vida a dizer que ama.
Não. Amor, só se ama uma vez,
E essa vez, só ao avistar a morte,
Saberemos em que noite é que foi.
Fernando Sarmento Ramos.
9-11-2008 16:16
O teu cheiro e o sabor da tua boca.
Doce sabor, doce olhar, uma noite.
Eram altas horas da madrugada
Quando do nada os lábios em fogo
De dois loucos se tocaram.
Beijos de maldade com ternura
E um silêncio de morte que pairava no ar,
Numa cama, num quarto tosco,
E a luz do luar que espreitava pela janela
Deixou-me com ciúmes por te dizer que és bela.
Só a Lua viu o que nem nós queríamos ver
Só ela sabe como ficamos a sofrer.
Amar por uma noite, sonho de uma vida.
Tanta gente que vive e que morre,
E que vive toda a vida a dizer que ama.
Não. Amor, só se ama uma vez,
E essa vez, só ao avistar a morte,
Saberemos em que noite é que foi.
Fernando Sarmento Ramos.
9-11-2008 16:16
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Trilhos...
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Palco da vida
Dediquei este poema a uma amiga.
Sou a verdade que vive só em mim
Corpo imundo que vagueia sem razão
Que vive a vida para morrer no fim
Tentando perdoar e querendo o perdão
Amor de criança que um dia senti
Doce tormento que nunca esqueci
Amigo perdido nos braços que amei
Amor traido nunca mais te encontrei
Sonhos... como são belos...
E quando acordamos, a dor que sentimos
Por ver este mundo em que existimos...
Vazio de emoção, plástico sem coração.
Vivemos no palco de ilusão
E, a verdade, é que no Teatro de mentira
Somos todos mais verdadeiros
Que a verdade na realidade da vida.
Fernando Ramos 19-Ago-2008
Sou a verdade que vive só em mim
Corpo imundo que vagueia sem razão
Que vive a vida para morrer no fim
Tentando perdoar e querendo o perdão
Amor de criança que um dia senti
Doce tormento que nunca esqueci
Amigo perdido nos braços que amei
Amor traido nunca mais te encontrei
Sonhos... como são belos...
E quando acordamos, a dor que sentimos
Por ver este mundo em que existimos...
Vazio de emoção, plástico sem coração.
Vivemos no palco de ilusão
E, a verdade, é que no Teatro de mentira
Somos todos mais verdadeiros
Que a verdade na realidade da vida.
Fernando Ramos 19-Ago-2008
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Mulher...
Quantos lábios ja provaste
Nos beijos humedecidos
Que dizem que te amam
E que depois são esquecidos
Quantas vozes te disseram
Murmurando baixo ao ouvido
Palavras de amor eterno
Que nunca foi correspondido
Tantos olhares se cruzaram
Nos teus olhos ternos e meigos
Quantos punhais já cegaram
A visão de aventureiros
Tantas foram as promessas
E mentiras e incertezas
E a tua voz sempre doce
De deusa adormecendo
Labios finos e doces
Cheios de veneno de amor
Mordes o coração dos homens
E foges para saboreares a dor
F.R. 2008
Nos beijos humedecidos
Que dizem que te amam
E que depois são esquecidos
Quantas vozes te disseram
Murmurando baixo ao ouvido
Palavras de amor eterno
Que nunca foi correspondido
Tantos olhares se cruzaram
Nos teus olhos ternos e meigos
Quantos punhais já cegaram
A visão de aventureiros
Tantas foram as promessas
E mentiras e incertezas
E a tua voz sempre doce
De deusa adormecendo
Labios finos e doces
Cheios de veneno de amor
Mordes o coração dos homens
E foges para saboreares a dor
F.R. 2008
terça-feira, 1 de abril de 2008
Confissão
Mar...
És um ser vivo
que sem viver
me dá a vida.
És um monstro
quando te agitas incerto,
mas perfeito, quando
nas noites de luar
me fazes companhia.
Mar...
É em ti que me deito
em ti que toco e me deleito
p'ra esquecer a incerteza
da existência do meu pobre ser.
Estou em ti e sinto-te
mas não te consigo abraçar,
nem tocar, nem ver o que está
no fundo da vastidão
da tua transparência.
Mar...
Quem sou eu para saber
o que vai acontecer
quando te ouvir murmurar
palavras incompreensíveis?
Gostava de ser livre
como tu és... livre e gigante
e dono de ti próprio
e forte, e rebelde, e
sensível...
Sou um pobre homem
que, respeitando a tua liberdade
apenas quer ser feliz.
Mar...
Não causes mais tempestades...
lembra-te da tua beleza
quando, ao fim do dia
me ofereces o pôr-do-sol.
Fernando Ramos 31-III-2008
És um ser vivo
que sem viver
me dá a vida.
És um monstro
quando te agitas incerto,
mas perfeito, quando
nas noites de luar
me fazes companhia.
Mar...
É em ti que me deito
em ti que toco e me deleito
p'ra esquecer a incerteza
da existência do meu pobre ser.
Estou em ti e sinto-te
mas não te consigo abraçar,
nem tocar, nem ver o que está
no fundo da vastidão
da tua transparência.
Mar...
Quem sou eu para saber
o que vai acontecer
quando te ouvir murmurar
palavras incompreensíveis?
Gostava de ser livre
como tu és... livre e gigante
e dono de ti próprio
e forte, e rebelde, e
sensível...
Sou um pobre homem
que, respeitando a tua liberdade
apenas quer ser feliz.
Mar...
Não causes mais tempestades...
lembra-te da tua beleza
quando, ao fim do dia
me ofereces o pôr-do-sol.
Fernando Ramos 31-III-2008
quinta-feira, 6 de março de 2008
M A R
Um dia
aventurei-me a navegar
p'lo mais precioso Mar
que jamais pude encontrar.
Mas o Mar não me amou...
fez surgir tempestade
e a minha embarcação virou.
Nadei sem parar,
sem rumo sem norte
e na praia fui acordar...
Numa ilha deserta
que fica em parte incerta
um náufrago estava a chorar.
Pus-me de pé com todas as forças
segui hesitante no meio das rochas
e naveguei de novo p'ra outro Mar.
Ondas e Tempestades
tantas dores e crueldades
que me deixam a gritar.
Percebi no fim de tudo
que só naquele único Mar
conseguia Amar e Acreditar.
Tentei navegar e partir p'ra não ficar
mas por a Terra ser esfera redonda
vim parar ao mesmo lugar.
Peço-te
não causes tempestades
usa as ondas como braços
e abraça-me para sempre.
Fernando Ramos
04-III-2008
aventurei-me a navegar
p'lo mais precioso Mar
que jamais pude encontrar.
Mas o Mar não me amou...
fez surgir tempestade
e a minha embarcação virou.
Nadei sem parar,
sem rumo sem norte
e na praia fui acordar...
Numa ilha deserta
que fica em parte incerta
um náufrago estava a chorar.
Pus-me de pé com todas as forças
segui hesitante no meio das rochas
e naveguei de novo p'ra outro Mar.
Ondas e Tempestades
tantas dores e crueldades
que me deixam a gritar.
Percebi no fim de tudo
que só naquele único Mar
conseguia Amar e Acreditar.
Tentei navegar e partir p'ra não ficar
mas por a Terra ser esfera redonda
vim parar ao mesmo lugar.
Peço-te
não causes tempestades
usa as ondas como braços
e abraça-me para sempre.
M a r . . .
Fernando Ramos
04-III-2008
Submissão
Surges...
Como se das cinzas
de um grande amor
tudo voltasse a renascer.
Quero-te... não te minto.
Há um fogo que arde sem fim
que consome a dor que eu tenho
de me querer afastar de ti.
Peço-te... Sonha!
Olha bem para o mundo
e pensa por um segundo
que comigo serias feliz.
Como se das cinzas
de um grande amor
tudo voltasse a renascer.
Quero-te... não te minto.
Há um fogo que arde sem fim
que consome a dor que eu tenho
de me querer afastar de ti.
Peço-te... Sonha!
Olha bem para o mundo
e pensa por um segundo
que comigo serias feliz.
Fernando Ramos
04-III-2008
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Saudade perdida
Calado, mudo, recordo-me de ti.
Daqueles beijos suaves e doces
Que costumavamos dar por ai
Lembro o passado, tardes que perdi
Abraçados e mudos trocando meiguices
Até me dizeres que o fim era ali
Distância e saudade, dor, que eu senti
Na tua boca vejo labios que nem tu conheces
A provarem o doce e amargo sabor de quem ri
És do passado, vaga lembrança, ausente daqui
Posso sorrir já não me entristeces
Adeus, talvez um dia destes, te veja sozinha por ai...
Fernando Ramos 10-I-2008
Daqueles beijos suaves e doces
Que costumavamos dar por ai
Lembro o passado, tardes que perdi
Abraçados e mudos trocando meiguices
Até me dizeres que o fim era ali
Distância e saudade, dor, que eu senti
Na tua boca vejo labios que nem tu conheces
A provarem o doce e amargo sabor de quem ri
És do passado, vaga lembrança, ausente daqui
Posso sorrir já não me entristeces
Adeus, talvez um dia destes, te veja sozinha por ai...
Fernando Ramos 10-I-2008
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