quinta-feira, 6 de março de 2008

M A R

Um dia
aventurei-me a navegar
p'lo mais precioso Mar
que jamais pude encontrar.

Mas o Mar não me amou...
fez surgir tempestade
e a minha embarcação virou.

Nadei sem parar,
sem rumo sem norte
e na praia fui acordar...

Numa ilha deserta
que fica em parte incerta
um náufrago estava a chorar.

Pus-me de pé com todas as forças
segui hesitante no meio das rochas
e naveguei de novo p'ra outro Mar.

Ondas e Tempestades
tantas dores e crueldades
que me deixam a gritar.

Percebi no fim de tudo
que só naquele único Mar
conseguia Amar e Acreditar.

Tentei navegar e partir p'ra não ficar
mas por a Terra ser esfera redonda
vim parar ao mesmo lugar.

Peço-te
não causes tempestades
usa as ondas como braços
e abraça-me para sempre.

M a r . . .

Fernando Ramos
04-III-2008

Submissão

Surges...
Como se das cinzas
de um grande amor
tudo voltasse a renascer.

Quero-te... não te minto.
Há um fogo que arde sem fim
que consome a dor que eu tenho
de me querer afastar de ti.
Peço-te... Sonha!

Olha bem para o mundo
e pensa por um segundo
que comigo serias feliz.
Fernando Ramos
04-III-2008