aventurei-me a navegar
p'lo mais precioso Mar
que jamais pude encontrar.
Mas o Mar não me amou...
fez surgir tempestade
e a minha embarcação virou.
Nadei sem parar,
sem rumo sem norte
e na praia fui acordar...
Numa ilha deserta
que fica em parte incerta
um náufrago estava a chorar.
Pus-me de pé com todas as forças
segui hesitante no meio das rochas
e naveguei de novo p'ra outro Mar.
Ondas e Tempestades
tantas dores e crueldades
que me deixam a gritar.
Percebi no fim de tudo
que só naquele único Mar
conseguia Amar e Acreditar.
Tentei navegar e partir p'ra não ficar
mas por a Terra ser esfera redonda
vim parar ao mesmo lugar.
Peço-te
não causes tempestades
usa as ondas como braços
e abraça-me para sempre.
M a r . . .
Fernando Ramos
04-III-2008