segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

O Livro da Serpente

Abri um livro sem jeito
Escrito a tinta transparente
Falava do amor perfeito
De quem amou uma Serpente

Amor envenenado que arde
E por arder é desejado
Aquece num momento presente
Tortura quando é desprezado

Queimei um livro diferente
Que falava de alguém magoado
Mordido por uma Serpente
Que morava mesmo ao seu lado

Escrevi uma história diferente
Para esquecer o meu passado
Mas quando cheguei ao final
Tinha um livro envenenado

O doce beijo da Serpente
É quente desejado e carnal
O amor que escreve é indiferente
Está envenenado, é mortal

Fecho um livro de magia
Recordo um amor desejado
Por uma Serpente marcado
Mordido no Jardim num belo dia...

Fernando Ramos 17-12-2007

1 comentário:

Anónimo disse...

que o veneno da serpente não tenha mortificado a tua capacidade de amar,
que te tenha transformado num ser menos vulnerável, mas ainda com vontade de saber o verdadeiro significado da palavra amor.
desejo que na tua vida predomine o amor e que nao sejas mordido por muitas serpentes,mas sim que sejas abraçado pela entrega para que finalmente flutues no paraíso da felicidade :)


(olho azul)